MUDEI DE URL

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    Source: refiz
    • 1 month ago
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    (via the-fault-in-our-s-t-a-r-s)

    Source: andhesmakingmecrazy
    • 2 months ago
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  • Violões que choram

    the-fault-in-our-s-t-a-r-s:

    Ah! plangentes violões dormentes, mornos,
    Soluços ao luar, choros ao vento…
    Tristes perfis, os mais vagos contornos,
    Bocas murmurejantes de lamento.

    Noites de além, remotas, que eu recordo,
    Noites da solidão, noites remotas
    Que nos azuis da Fantasia bordo,
    Vou constelando de visões ignotas.

    Sutis palpitações a luz da lua,
    Anseio dos momentos mais saudosos,
    Quando lá choram na deserta rua
    As cordas vivas dos violões chorosos.

    Quando os sons dos violões vão soluçando,
    Quando os sons dos violões nas cordas gemem,
    E vão dilacerando e deliciando,
    Rasgando as almas que nas sombras tremem.

    Harmonias que pungem, que laceram,
    Dedos Nervosos e ágeis que percorrem
    Cordas e um mundo de dolências geram,
    Gemidos, prantos, que no espaço morrem…

    E sons soturnos, suspiradas magoas,
    Mágoas amargas e melancolias,
    No sussurro monótono das águas,
    Noturnamente, entre ramagens frias.

    Vozes veladas, veludosas vozes,
    Volúpias dos violões, vozes veladas,
    Vagam nos velhos vórtices velozes
    Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.

    Tudo nas cordas dos violões ecoa
    E vibra e se contorce no ar, convulso…
    Tudo na noite, tudo clama e voa
    Sob a febril agitação de um pulso.

    Que esses violões nevoentos e tristonhos
    São ilhas de degredo atroz, funéreo,
    Para onde vão, fatigadas do sonho
    Almas que se abismaram no mistério.

    Sons perdidos, nostálgicos, secretos,
    Finas, diluídas, vaporosas brumas,
    Longo desolamento dos inquietos
    Navios a vagar a flor de espumas.

    Oh! languidez, languidez infinita,
    Nebulosas de sons e de queixumes,
    Vibrado coração de ânsia esquisita
    E de gritos felinos de ciúmes!

    Que encantos acres nos vadios rotos
    Quando em toscos violões, por lentas horas,
    Vibram, com a graça virgem dos garotos,
    Um concerto de lágrimas sonoras!

    Quando uma voz, em trêmolos, incerta,
    Palpitando no espaço, ondula, ondeia,
    E o canto sobe para a flor deserta
    Soturna e singular da lua cheia.

    Quando as estrelas mágicas florescem,
    E no silêncio astral da Imensidade
    Por lagos encantados adormecem
    As pálidas ninféias da Saudade!

    Como me embala toda essa pungência,
    Essas lacerações como me embalam,
    Como abrem asas brancas de clemência
    As harmonias dos Violões que falam!

    Que graça ideal, amargamente triste,
    Nos lânguidos bordões plangendo passa…
    Quanta melancolia de anjo existe
    Nas visões melodiosas dessa graça.

    Que céu, que inferno, que profundo inferno,
    Que ouros, que azuis, que lágrimas, que risos,
    Quanto magoado sentimento eterno
    Nesses ritmos trêmulos e indecisos…

    Que anelos sexuais de monjas belas
    Nas ciliciadas carnes tentadoras,
    Vagando no recôndito das celas,
    Por entre as ânsias dilaceradoras…

    Quanta plebéia castidade obscura
    Vegetando e morrendo sobre a lama,
    Proliferando sobre a lama impura,
    Como em perpétuos turbilhões de chama.

    Que procissão sinistra de caveiras,
    De espectros, pelas sombras mortas, mudas.
    Que montanhas de dor, que cordilheiras
    De agonias aspérrimas e agudas.

    Véus neblinosos, longos véus de viúvas
    Enclausuradas nos ferais desterros
    Errando aos sóis, aos vendavais e às chuvas,
    Sob abóbadas lúgubres de enterros;

    Velhinhas quedas e velhinhos quedos
    Cegas, cegos, velhinhas e velhinhos
    Sepulcros vivos de senis segredos,
    Eternamente a caminhar sozinhos;

    E na expressão de quem se vai sorrindo,
    Com as mãos bem juntas e com os pés bem juntos
    E um lenço preto o queixo comprimindo,
    Passam todos os lívidos defuntos…

    E como que há histéricos espasmos
    na mão que esses violões agita, largos…
    E o som sombrio é feito de sarcasmos
    E de Sonambulismos e letargos.

    Fantasmas de galés de anos profundos
    Na prisão celular atormentados,
    Sentindo nos violões os velhos mundos
    Da lembrança fiel de áureos passados;

    Meigos perfis de tísicos dolentes
    Que eu vi dentre os vilões errar gemendo,
    Prostituídos de outrora, nas serpentes
    Dos vícios infernais desfalecendo;

    Tipos intonsos, esgrouviados, tortos,
    Das luas tardas sob o beijo níveo,
    Para os enterros dos seus sonhos mortos
    Nas queixas dos violões buscando alivio;

    Corpos frágeis, quebrados, doloridos,
    Frouxos, dormentes, adormidos, langues
    Na degenerescência dos vencidos
    De toda a geração, todos os sangues;

    Marinheiros que o mar tornou mais fortes,
    Como que feitos de um poder extremo
    Para vencer a convulsão das mortes,
    Dos temporais o temporal supremo;

    Veteranos de todas as campanhas,
    Enrugados por fundas cicatrizes,
    Procuram nos violões horas estranhas,
    Vagos aromas, cândidos, felizes.

    Ébrios antigos, vagabundos velhos,
    Torvos despojos da miséria humana,
    Têm nos violões secretos Evangelhos,
    Toda a Bíblia fatal da dor insana.

    Enxovalhados, tábidos palhaços
    De carapuças, máscaras e gestos
    Lentos e lassos, lúbricos, devassos,
    Lembrando a florescência dos incestos;

    Todas as ironias suspirantes
    Que ondulam no ridículo das vidas,
    Caricaturas tétricas e errantes
    Dos malditos, dos réus, dos suicidas;

    Toda essa labiríntica nevrose
    Das virgens nos românticos enleios;
    Os ocasos do Amor, toda a clorose
    Que ocultamente lhes lacera os seios;

    Toda a mórbida música plebéia
    De requebros de faunos e ondas lascivas;
    A langue, mole e morna melopéia
    Das valsas alanceadas, convulsivas;

    Tudo isso, num grotesco desconforme,
    Em ais de dor, em contorsões de açoites,
    Revive nos violões, acorda e dorme
    Através do luar das meias noites!

     -  Cruz e Souza  ( 1897)

    Source: the-fault-in-our-s-t-a-r-s
    • 4 months ago
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  • “Se um dia o sol não nascer mais para mim, olha para as estrelas e la encontraras o meu riso . Eu posso ter partido mas , sempre estarei viva dentro de cada um que um dia me quis bem.
    Hoje o espelho não terá mais nada para refletir .”
    — Eloá Dias , Memorias em um espelho ( Via : inmemoryofdeath )

    (via the-fault-in-our-s-t-a-r-s)

    Source: the-fault-in-our-s-t-a-r-s
    • 4 months ago
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  • “Estou apaixonado por você e não quero negar o simples prazer de compartilhar algo verdadeiro.Estou apaixonado por você, e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável , e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo que fizemos voltará ao pó , e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa , e eu estou apaixonado por você.”
    — A culpa é das estrelas ( Via: inmemoryofdeath )
    Source: the-fault-in-our-s-t-a-r-s
    • 4 months ago
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  • ~~clica~~clica~~
    • 5 months ago
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